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Base PXO
Mostra Itinerante da Bienal do Porto Santo |
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De 1 de Novembro a 31 de Dezembro
de 2006, em Lisboa no Padrão dos Descobrimentos.
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Gina Flor (Portugal):
Pintura: As bandeiras têm vários significados:
Podem ser chamamentos de acção e de protecção.
Tem aspectos marcantes, de um simbolismo glorioso e universal, terreno
e espirtual, abrindo o coração a sentimentos distintos
e nostálgicos, capazes de transformação intrínseca
do Homem e do Mundo.
AudioVisual: O homem quando transforma chega mais
perto de Deus. É um regresso a ele. À sua energia
criadora. A pedra simboliza a acção humana e a liberdade.
É um momento religioso ao ver o homem a transformar magicamente
a pedra em pó (pigmento), um acto de elevação.
Inês Abrantes (Portugal /
Bélgica):
Um objecto esférico branco flutua no ar. Adivinha-se um corpo
celeste, uma paisagem lunar: Símbolo do sonho humano do inacessível,
dum mundo longínquo e próximo ao mesmo tempo. No outro
pólo, o microcosmos insular que no seu isolamento se abre
à imensidão dos possíveis. O centro e origem
de viagens, descobertas e encontros: Para alcançar a luz
distante, na tentativa de chegar ao «desconhecido»,
fantasma dum ideal que alimenta a procura do ser humano: uma escada,
meio onírico e simbólico de elevação
e de conquista do universo, do «outro», mas também
símbolo da ascensão do ser humano e do indivíduo,
o caminho da descoberta de si próprio que se prende com a
questão da identidade.
Isabel Zarazúa (Espanha):
O meu projecto centrar-se-á na investigação
da relação que a luz e os primeiros passos, como símbolo
da iniciativa, tem em todas as descobertas. O Homem procura numa
direcção mas nunca sabe onde os seus passos o levam.
Os pés enraízam na terra, permitem-nos o apoio, o
movimento, a estabilidade o avanço, a verticalidade, a pausa...
a pegada é o rastro da presença, que é já
ausência do homem que passou.
Manuel Pessôa-Lopes (Portugal):
Fotografia: (...Imagem lunar ou do Porto Santo!)
Do Sagrado Femenino - PAISAGEM. É um corpo de mulher a vista
de montes e vales cor de cinza. Deserto que nos fala da «Ilha
dos Amores» e da origem da nossa identidade.
Mercedes Pineda Torra (Espanha):
“O Outro”
A Ilha do Porto Santo ficou para a humanidade como o ponto de partida
dos acontecimentos históricos chamados de Descobertas, e
que afinal foi um encontro desigual entre homens. O europeu viajante,
descobridor e conquistador é sempre o “Eu”, normal;
o índio descoberto e conquistado é o “Outro”,
diferente. Esta visão do “Outro” corresponde
a uma janela, “nós” estamos do lado de cá
e “eles” estão lá. Quem é “nós”
e quem são “eles?
Miguel Brazete (Portugal):
Uma vez que a identidade é sempre uma mescla dos resultados
de diversos factores e situações, este trabalho baseia-se,
sobretudo, na temática de três ideias base: a viagem
(ou navegação), a descoberta e o conhecimento. Este
projecto visa uma relação entre o concreto e o fictício,
o real e o imaginável, o reconhecível e o abstracto,
o material e o espiritual, o científico e o místico,
o sagrado e o profano. É usada uma combinação
entre registos ligados à orientação geográfica
e elementos simbólicos e iconográficos que apelam
ao sentido da viagem, da descoberta e do conhecimento (ou reconhecimento).
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