Lisboa, Lisboas / Lx,Lx’s

Iniciativa e produção da A.C.ETNIA

Com base numa concepção das artes visuais entendida em sentido amplo, pretende-se dar a ver diferentes perspectivas na construção de um olhar prismático sobre a identidade plural da Grande Lisboa contemporânea enquanto metrópole estratégica no universo dos trânsitos mundiais de pessoas, culturas, atitudes e comportamentos.

Integram o projecto trabalhos de Pintura, Escultura, Instalação e Vídeo-instalação de algum modo se reflectindo assim também na própria materialização da acção proposta a identidade plural que lhe está subjacente.

Trata-se de uma mostra em que todas as participações se fundem num colectivo de contrastes, assim construindo um conjunto heterogéneo de expressões artísticas e linguagens de comunicação. É essa heterogeneidade que, acreditamos, faz a diferença relativamente à unidade de uma cidade tão diversa e policromática como Lisboa onde uma crescente multilicidade de percursos humanos se cruzam e cada vez mais vidas se ligam.

A mostra «Lisboa, Lisboas» estará patente no Panteão Nacional no Outono de 2007.

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Associação Etnia - Cultura e Desenvolvimento

A Etnia é uma associação cultural portuguesa sem fins lucrativos que actua desde 2000 nas áreas da cultura, do desenvolvimento e da cooperação. Baseia a sua actividade na convicção de que a cultura é, por um lado, um veículo e componente essencial de desenvolvimento das comunidades locais e regionais e, por outro, uma ferramenta poderosa para o reforço do diálogo norte-sul, da descoberta recíproca e da aceitação das especificidades e diferenças nas sociedades contemporâneas. É herdeira e continuadora da cooperativa cultural de idêntico nome que, operando a partir de Caminha e num contexto particularmente difícil, foi de algum modo pioneira em Portugal na concepção e promoção de festivais de músicas tradicionais (nomeadamente os «Encontros Musicais da Tradição Europeia», entre 1990 e 2001). As actividades da ETNIA incluem nomeadamente a produção e edição materiais de difusão cultural, a organização de eventos culturais diversificados, a dinamização de programas de animação, cooperação e de educação multicultural, a elaboração de projectos e a assessoria na área sociocultural. São destinatários preferenciais da sua acção o movimento associativo, a comunidade de criadores e agentes culturais, as autarquias e outras entidades do universo da economia social, tanto nacional como intermacionalmente.

A ETNIA criou e dirigiu artisticamente o festival MULTIMÚSICAS (criado para as Festas de Lisboa / CML, em 1999 e 2000), o ciclo de concertos VOX POPULI (parceria com a Câmara Municipal de Serpa, ao longo de todo o ano de 2001) e o I FestÁfrica (Algarve, 2002). Foi co-autora e integrante da Parceria de Desenvolvimento do projecto INTERCULTURACIDADE (financiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL), que entre 2003 e 2006 levou a cabo um conjunto diversificado de acções de intervenção e sensibilização das comunidades migrantes na região de S.Bento (Lisboa) visando a valorização da diversidade enquanto factor de inclusão social, e do qual resultou a abertura naquela área da cidade do Centro Interculturacidade.

Nos últimos anos, tem reforçado as suas parcerias no espaço lusófono, em especial no Brasil, através de realização do festival NA PONTA DA LÍNGUA: Artes dos Povos Que Falam Português (3 edições, desde 2004), da criação da exposição fotográfica «Pluralidades: Memórias, Espaços e Olhares Lusófonos» e, mais recentemente, da dinamização da rede «CASAS DA LUSOFONIA», estruturas vocacionadas para o intercâmbio permanente entre países e comunidades, cuja primeira unidade foi inaugurada em Maio de 2007 em Lisboa (resultante de uma parceria com a Junta de Freguesia de S.Jorge de Arroios e com a Escola Secundária de Camões) e cuja segunda será instalada em Itabira (Minas Gerais, Brasil) ainda no decorrer do ano em curso, em parceria com a autarquia local e com a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

A Associação ETNIA é membro associado/correspondente de LA RED (Promotores Culturais da América Latina e das Caraíbas) e membro efectivo da MIO-ECSDE (rede mediterrânica de informação para os sectores do ambiente, da cultura e do desenvolvimento), com sede em Atenas, integrando um dos seus dirigentes actualmente o respectivo Secretariado Executivo. No âmbito da sua participação na MIO-ECSDE, a Associação Etnia está a dinamizar em 2007 em Portugal o projecto de sensibilização cultural e ambiental «Imagens do Azul», cobrindo todo o litoral português e do qual resultará uma exposição fotográfica inédita a ser apresentada no 2º semestre deste ano tanto em Portugal como em outros países membros da rede, terminando na Grécia.

É parceira da Bienal de Porto Santo desde a sua 1ª edição, assumindo em 2007 a sua co-produção, com responsabilidades mais acentuadas na mostra LISBOA, LISBOAS.

Rua do Poço dos Negros N.º 68 - 1.º B
1200 - 340 Lisboa - Portugal
Tel.: (+351) 21 396 61 59

www.etnia.org.pt

   
 
 

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Fotografia Mental
Sílvia Lourenço | Portugal
Pintura

Há, de facto, qualquer coisa de fotográfico na memória, embora esta seja a maior parte das vezes desfocada, ou fixe apenas pormenores. Grande parte dela não se pode explicar, surge a atravessar uma rua, ao adormecer, despertada por objectos... A memória não é um álbum de recortes que se folheie com nitidez, dir-se-ia constituída por flashes, captações de fragmentos. A memória tem um papel muito importante, até como factor de identidade. Há nela qualquer coisa de espiritual, dir-se-ia uma espécie de «alma». É algo que nos habita.

   

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Angola Limitada
Gita Cerveira | Angola
Fotografia

«A fotografia tem que testemunhar? Preservar?
Mostrar memórias congeladas no tempo?
Caras, terras, gentes, montes diferentes?
Ignorar o vento da imagem com movimento? (…)
Tornar o real em abstracto (…)»
João Sá

   

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Págá Dêvê
José A. Chambel | São Tomé e Príncipe
Fotografia

As mulheres independentemente da sua etnia, enquanto escravas eram um bem valioso.

Não só pelo que representavam em termos de mão-de-obra, como, por serem, elas próprias, uma vez escravas, geradoras de mais escravos.

Obrigadas a servir de diversão sexual dos seus senhores e / ou dos seus representantes, bem como de todos os que lhe estavam acima na cadeia hierárquica, os filhos dai resultantes, eram escravos, se fruto da relação com outros escravos, ou então, quando mestiços, eram utilizados como instrumento na administração escravocrata.

Através destas imagens, a preto e branco, pretende-se reflectir sobre formas de opressão, outras formas de escravatura a que as Mulheres ainda hoje estão sujeitas, e que percorrem transversalmente todas as sociedades.

   
 
 

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Beleza Oprimida
Jorge Martins | Cabo Verde
Fotografia

As mulheres independentemente da sua etnia, enquanto escravas eram um bem valioso.

Não só pelo que representavam em termos de mão-de-obra, como, por serem, elas próprias, uma vez escravas, geradoras de mais escravos.

Obrigadas a servir de diversão sexual dos seus senhores e / ou dos seus representantes, bem como de todos os que lhe estavam acima na cadeia hierárquica, os filhos dai resultantes, eram escravos, se fruto da relação com outros escravos, ou então, quando mestiços, eram utilizados como instrumento na administração escravocrata.

Através destas imagens, a preto e branco, pretende-se reflectir sobre formas de opressão, outras formas de escravatura a que as Mulheres ainda hoje estão sujeitas, e que percorrem transversalmente todas as sociedades.

   
 
 

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O Dia de Adja ou a Festa de Nask
Mayo Coope | Guiné Bissau
Desenho (lápis sobre cartolina)

Esta festividade é uma manifestação respeitosa numa tradição de origem islâmica: «o dia da positividade». Adja não é propriamente uma deusa, mas desenvolve poderes…

Adja é a mulher que assume o papel de líder e tutora das mais jovens, prontas a desenvolverem o seu papel de mulheres-esposas, futuras mães e naturalmente também as futuras «Adjas».

     

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Encontro
Daniela Martin | Alemanha e Manuel Pessôa-Lopes | Portugal
Fotografia

Sombras de tudo o que veio do Norte e do Sul, do Ocidente e do Oriente.

Retrato da intimidade de um rosto que se cruza com a própria sombra, que encontra uma cidade que lhe não pertence, mas que também é a sua. O achar efémero de todos os rostos, o contraste das sombras de qualquer identidade.

Não o objecto, não o rosto, não o corpo, não o movimento, não a cidade, mas sim as sombras disso tudo.

Registo a projecção da realidade distorcida ou não. Fantasmas obtidos pela luz e não luz. As sombras são a poesia agarrada aos pés de tudo.

Quer duvidem ou não, até as músicas têm as suas sombras registadas nas paredes do Universo.

   

   
 
 

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Orgasio
Nádia Duvall | Argélia - Portugal
Pintura e Vídeo-Instalação

Quando entro numa espécie de transe psicopata, as minhas veias dilatam e o meu sangue ferve… penso: A ARTE MORREU… fico revoltada de tal forma que orgasticamente todo o meu corpo estremece expelindo imagens, sons, cheiros, ideias… e loucura.

Começo a produzir obsessivamente até encontrar o ponto máximo da minha essência… até violar o meu próprio EU… até atingir o ORGASMO ARTÍSTICO… é desse momento pseudo-orgásmico que a minha obra é resultado…

As obras «Orgasio» são o resultado desta exposição do eu. «Orgasio» significa crescer e êxtase. A arte, o mundo, o cosmos é isso mesmo: crescer… Crescer…CRESCER… …crescer até atingir o clímax e tudo originar…

A arte não morreu.
Sobrevive e permanece como um pilar do Homem. O Homem deixa de ser Homem quando este pilar ruir…

     

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Ser no Tempo
Beatriz Pimentel | Brasil - Portugal e Pedro Pimentel | Portugal
Vídeo-Instalação

Pretende ser uma projecção videográfica da diversidade que representa «ser» na nossa era. É uma homenagem à efemeridade do tempo para o ser humano, em contraste com a infinidade dos tempos.

Aqui, a dança é utilizada como uma exposição intemporal, aliada aos elementos da natureza - marcando o tempo rítmico do filme.

Num universo contemporâneo de emergência caótica das identidades, em que cada um vive o tempo à sua maneira, a dança é um elemento de continuum presente ao longo de diferentes modos de sentir, ser e estar.

«Ser no Tempo» pretende representar o contraste entre o frenesim do ser e o equilíbrio que podemos encontrar na simplicidade das pequenas coisas ou momentos.

O círculo da vida é a representação, a linha e o vector que conduz todo o percurso deste trabalho.

«Ser no Tempo» - como será senti-lo nos dias que correm e nem se sentem?

   
 
 

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Bandeira...
Gina Flor | Portugal
Pintura
Mãe África
Sérgio Silva | Moçambique
Fotografia

Fotografia acervada no banco de imagens do GESOM - Centro Cultural de Manica, na cidade do Chimoio. Esta fotografia reflete a perspectiva natural da identidade materna e da condição feminina em África.

A imagem viajada da costa do Oceano Índico é inserida na obra de pintura, numa concepção plástica que representa uma bandeira.

   
 
 

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Reinventa-me
Tânia Neves | Portugal
Instalação

«Reinventa-me» resulta de uma reflexão pessoal sobre a imagem do homem na forma como interage na sociedade.

O ser humano tende a idealizar uma representação estética sobre si próprio.

«Reinventa-me» consiste numa representação, em escala real, de um corpo humano embalado em plástico e suspenso num gancho de metal.

   
 
 

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Actor Taborda
Arnaldo Fonseca | Portugal
Fotografia
Nuno Figueiredo | Portugal
Montagem

A diversidade de identidades interpretadas por um só rosto.

Trabalho realizado a partir de nove fotografias do famoso actor português Francisco Alves da Silva Taborda (n.1824 - m.1909), executadas pelo fotógrafo e diplomata Comendador Arnaldo Fonseca (n.1868 - m.1940), sendo usados meios de tecnologia digital para apresentação de animação audiovisual - montagem de Nuno Figueiredo.

Em cada uma destas imagens o actor Taborda representa um tipo diferente de personagem dos seus trabalhos de palco, recriando-os frente à objectiva de Arnaldo Fonseca na oficina photográphica do n.º 38 da Praça dos Restauradores em Lisboa.

 
   

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