2.º COLÓQUIO DE COMUNICAÇÃO CRIATIVA, MARKETING E EVENTOS – EPAD / GRUPO LUSÓFONA

 

 

A palestra sobre a Bienal do Porto Santo, proferida pelo Curador Manuel Pessôa-Lopes encerrou a 2.ª edição do Colóquio de Comunicação Criativa, Marketing e Eventos, organizado pela Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto (EPAD) pertencente ao grupo Lusófona, e que teve lugar na passada sexta-feira, dia 4 de Março, no auditório do Instituto de Novas Profissões em Lisboa.

Neste Colóquio todas as intervenções anteriores foram proferidas por profissionais de áreas diferentes, todos eles também ligados à comunicação e eventos.

Perante um público de mais de duas centenas de pessoas que incluía quer alunos desta instituição de ensino profissional, quer professores e também vários órgãos de comunicação social, Manuel Pessôa-Lopes teve oportunidade de expor sobre os objectivos de comunicar a arte contemporânea a partir da ilha dourada e ao mesmo tempo de a dotar de um relevante produto de turismo cultural, dinâmica essencial para a economia do Porto Santo, do carácter participativo e internacional do evento, da expansividade da Bienal através de múltiplos eventos que a preparam ao longo de dois anos em muitos diversos locai, interagindo já através de grupos de trabalho em vários países em alguns pontos do mundo. O Curador da Bienal do Porto Santo falou também das dificuldades sentidas, ironizando de que fazer um evento num local como a ilha do Porto Santo é 'abusar da descentralização', e não poupou críticas aos preços praticados neste momento pelas companhias aéreas que ligam o continente ao Porto Santo, em contraste com os voos que trazem muitos artistas e visitantes estrangeiros na viagem que os trás primeiro até Lisboa, mas que apesar disto a organização mantém o propósito de dotar o Porto Santo de um importante evento cultural, que contribua fortemente para o desenvolvimento da ilha e o bem-estar dos portossantenses. Acrescentou ainda que Portugal nunca deve esquecer o primeiro local 'achado' pelos nossos navegadores e que esta pequena ilha é a 'primeira pedra' da comunicabilidade entre todos os povos do nosso planeta através da expansão marítima quatrocentista e quinhentista, e que portanto não se pode falar em globalização nos nossos dias e (continuar a) esquecer o Porto Santo.

Vários alunos dos cursos técnicos da EPAD - grupo Lusófona, ofereceram a sua colaboração e darão o seu apoio em diversas acções de preparação e divulgação da próxima quarta edição do Porto Santo a ter lugar no verão deste ano na ilha dourada.